quinta-feira, 14 de abril de 2016

Credibilidade, Honestidade e Competência no Poder Local


«Mais do que fazer prevalecer uma determinada cor política e partidária, está em jogo a capacidade dos candidatos servirem com honestidade e competência o povo da sua zona»,
“Conselho Permanente da Conferência Episcopal”
Ainda a propósito da celebração do quadragésimo aniversário da Constituição da Republica Portuguesa, aprovada em 2 de Abril de 1976, e que entrou em vigor em 25 de Abril de 1976, justamente dois anos após a revolução, cumpre elevar um dos propósitos inequívocos do movimento revolucionário que se traduziu na conquista do principio democrático do qual é elemento constitutivo o principio do sufrágio universal nos termos do qual “ o povo exerce o poder politico através do sufrágio (…)” que é universal, directo, secreto e periódico, através do qual os cidadãos elegem os órgãos representativos do poder politico.
Nada mais consentâneo com a aproximação, a passos largos, das próximas eleições autárquicas em 2017.
As primeiras eleições autárquicas em Portugal realizaram-se, a 12 de dezembro de 1976. Foram as últimas de um ciclo que começou com a transição para o regime democrático, com a revolução de 25 de abril de 1974. Em cerca 18 meses decorreram, entre grande agitação política e social, seis escrutínios: Assembleia Constituinte (25.4.1975), Assembleia da República (25.4.1976), Presidência da República (27.6.1976), Assembleias Legislativas da Madeira e Açores (também a 27.6.1976), e autárquicas.
De crucial relevância para a definição do poder local, a antevisão, mesmo num momento que temporalmente ainda é distante, da realização de eleições autárquicas, gera, por norma, momentos de grande agitação e de movimentações no seio dos círculos partidários, nos quais de forma prospectiva e natural se vão definindo os pseudo candidatos, os candidatos a candidatos, e os candidatos que, num juízo de prognose, se mostram mais adequados e disponíveis à concretização de interesses colectivos, e outros tanto à concretização de interesses pessoais de alguns que , não sendo candidatos, estão profundamente enraizados nos desígnios do Município.
Alguns vão afirmando expressamente a sua vontade, outros tantos não o admitem, e há ainda aqueles que aparentemente coniventes com interesses associativos da mais variada índole ocultam a promoção de campanhas quase pré eleitorais, porventura na tentativa de consolidação de apoios políticos, ou eventualmente apenas supondo que o associativismo será o melhor caminho para dar “rosto” a uma aparição publica.
A Carta Europeia da Autonomia Local “ considerando que as autarquias locais são um dos principais fundamentos de todo o regime democrático”, define autonomia local como “ o direito e a capacidade efectiva de as autarquias locais regulamentarem e gerirem, nos termos da lei, sob sua responsabilidade e no interesse das respectivas populações uma parte importante dos assuntos públicos.”

Ora, tão ou mais importante do que o programa do partido político que concorre a umas eleições autárquicas é a postura da pessoa, o estilo de gestor do candidato a presidente.
A política, enquanto fenómeno centralizador da vida em sociedade, e presente portanto em todos e entre todos os grupos, instituições e sociedades, de forma transversal na vida pública e na vida privada, tem a ver com a conquista e manutenção do poder tendo em vista um bem, que é comum, e que assenta na defesa do interesse das respectivas populações.
E a qualidade do exercício do poder local, aferir-se-á, em última instância, em face da prestação de contas em que assenta o sufrágio eleitoral. As eleições são pois o momento privilegiado para assinalar a aprovação ou insatisfação dos munícipes.
Recentemente, o Papa Francisco veio incentivar os cristãos a intervir no campo da política, contribuindo na sua opinião para a construção do bem comum: «Envolver-se na política é uma obrigação dos cristãos. Nós, os cristãos, não podemos fazer como Pilatos: lavar as mãos! Temos de nos meter na política, porque a política é uma das formas mais altas da caridade, dado que busca o bem comum… Trabalhar pelo bem comum é um dever do cristão».
E referindo-se, ainda que num outro momento, ao papel dos autarcas, o Pontífice da Igreja Católica sublinhou que “ (…) o autarca tem de estar no meio do seu povo, porque é um mediador de recursos, de afetos, de expectativas e mesmo de conflitos. E a tentação do autarca é passar de mediador a intermediário.”
Assinalando a diferença esclareceu que “ (…)o intermediário aproveita a necessidade das partes em causa e retira para si um quinhão, como faz o pequeno lojista, que serve os clientes, mas retira para si mesmo a margem de lucro, ao passo que o mediador não fica com nada para si próprio, serve e pronto. O autarca que não proceda como mediador não serve para autarca.(…)
Reconhecendo assim os perigos que ameaçam os políticos em geral, é tempo de os senhores autarcas e seus cúmplices submergirem num profundo exame de consciência ou um sério exercício de autocrítica.
Legitimado por uma defesa que se impõe destemida e conscienciosa dos valores locais e dos interesses das populações que representa, o poder politico local deve antes de mais identificar-se com a população que representa ou que quer representar, cultivando o espirito de identidade e comunidade, reconhecendo as condições pessoais e económicas do município, libertando-se dos interesses individuais de cada elemento que o compõe, apenas e só em prol do tal bem comum, a que se refere o Papa Francisco.
Evidências que são, algumas vezes e por parte de alguns autarcas, ignoradas ou temporariamente esquecidas, porque se impõem as conquistas dos “gostos”, as promessas individuais, as críticas de opções legítimas passadas e presentes, e as “políticas da terra queimada”, bem como as desculpas do presente com o passado, e para o futuro com o presente.
Compete aos agentes políticos e responsáveis dos partidos políticos consolidar o sistema democrático, em prol das suas populações, pela sua honestidade, competência e espírito de serviço.
Por seu turno, a todo o cidadão cumpre oferecer a sua ativa colaboração, especialmente quando é convocado para votar. A abstenção reconduz-se fundamentalmente a uma desistência pessoal de contribuir para melhorar a vida da comunidade.
É nesse sentido FUNDAMENTAL que, por parte dos partidos políticos existam projectos coesos, ideias consistentes, competência, espirito cívico e visão para o futuro. Por isso que hoje quem se dispõe a ser julgado pelos eleitores, no tal exercício de prestação de contas, tem que estar preparado para um trabalho árduo e muito exigente, consciente da obrigação de dar o melhor em prol duma comunidade.
As chamadas forças politicas, com maior implementação eleitoral, têm de assumir redobrados cuidados nas suas escolhas para que Tomar e as suas gentes não saiam defraudados nas suas expectativas e prejudicados com as opções tomadas, pois dessas mesmas forças politicas que se apresentarem a eleições, uma delas terá forçosamente que ganhar e gerir os destinos deste tão NOBRE CONCELHO.
As preocupações não devem resumir-se a ocupar a cadeira do “poder” e distribuir “lugares”. Importa efectivamente pensar Tomar em toda a sua génese, cultivando uma identidade colectiva que é nossa, e assumindo o “ espirito de lugar” próprio das nossas gentes.
Impõe – se refutar a ideia de que um qualquer plano “tipo” possa ser adaptado em função de medidas populistas e irreais, apenas e só com o intuito de ganhar, pois na minha modesta opinião esse tempo “já lá vai” e “ já deu o que tinha a dar”. Hoje os eleitores são atentos, meticulosos e exigentes, e só com um caminho de Competência, Credibilidade, Honestidade e Serviço de Missão se pode obter a melhoria das condições de vida e sustentabilidade.
José Pedro Aguiar-Branco, no último Congresso do PSD em Espinho, deixou bem claro que o próximo "grande desafio" para o PSD terá lugar em 2017 e serão as eleições autárquicas. "Enquanto partido, o grande desafio que tem pela frente são as próximas eleições autárquicas. Espero que todos estejam realmente mobilizados", afirmou, referindo que nenhum militante ou simpatizante se devia demitir das suas responsabilidades se for chamado a dar a cara, pois o PSD é um partido em que todos temos que estar prontos, caso sejamos chamados, e por norma o PSD escolhe os melhores.
É nesse sentido, como Vice-presidente do PSD de Tomar, mas acima de tudo Tomarense, que considero que as eleições de 2017, vão ser um marco importante para o Concelho de Tomar e que os partidos a sufrágio se devem abster de encarar estas eleições apenas como mais umas. Consciente de que a grande maioria dos nossos eleitores avalia diariamente o trabalho de quem governa, assim como o trabalho de quem está na oposição, o PSD de Tomar assume com as nossas gentes um compromisso de renovação e responsabilidade, porque Tomar merece.
E convicto da sua missão, o PSD de Tomar está preparado para responder COM CREDEBILIDADE, HONESTIDADE E COMPETENCIA no próximo ato eleitoral com vista a ReTOMAR 17.

«(…) o dever de votar não obriga apenas à participação no ato eleitoral. Obriga também a que, previamente, os eleitores se informem com o maior cuidado sobre os candidatos, escolhendo os que se mostrem mais dignos de confiança, quer pela sua competência e rectidão moral, quer pela sua capacidade de servir o bem comum.»
“in, comunicado da reunião da Assembleia Plenária do Episcopado, Fátima, 12 de novembro de 1976”

                                               Francisco Madureira, Vice Presidente do PSD de Tomar

quarta-feira, 6 de abril de 2016

As razões do chumbo do orçamento da Junta de Freguesia Urbana


À semelhança do que aconteceu em Dezembro de 2015, os cinco eleitos do Partido Social Democrata da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de São João Baptista e Santa Maria dos Olivais votaram contra as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2016.
Com a reforma administrativa das freguesias, a freguesia urbana alcançou uma dimensão bastante elevada, superior a muitos concelhos da nossa região, representando mais de metade dos eleitores tomarenses.
É, por isso, evidente que numa freguesia com estas características, o executivo da Junta de Freguesia e, em particular, o Presidente de Junta assumem uma responsabilidade acrescida, de corresponder à exigência e às necessidades da freguesia, de ter uma visão e estratégia para o desenvolvimento do território.
Ao longo destes quase 3 anos de mandato, deparamo-nos com um executivo sem ideias nem soluções, governando com medidas avulsas e sem qualquer planeamento do futuro. Um executivo que em várias ocasiões colocou os interesses do seu Partido (PS) à frente dos dos fregueses.
O PSD e os seus eleitos não se revêm nesta forma de actuar. A freguesia e os fregueses merecem mais e melhor! Desde o início do mandato que têm trabalhado por uma Junta de Freguesia mais interventiva em sectores como a economia, a segurança, a acção social, o turismo e a revitalização do centro histórico. Apelos que não têm recolhido a simpatia do executivo e, em especial, do Presidente Augusto Barros.
Ainda assim, e após a reprovação do Orçamento da Junta de Freguesia Urbana para 2016 em Dezembro passado, o PSD esteve disponível para dialogar, apresentar os seus contributos e colaborar com vista à viabilização dos documentos. A única exigência do PSD é, como tem sido desde a primeira hora, a inclusão de propostas nas Grandes Opções do Plano e Orçamento que acreditamos melhorarem substancialmente os mesmos e o seu serviço à população.
Infelizmente, o Presidente da Junta, mesmo tendo dialogado com os vogais do PSD, manteve uma postura de não compromisso, em que o diálogo foi unicamente com o objetivo de aprovar o orçamento e não de compromisso para que efetivamente as propostas do PSD apresentou fossem realmente incluídas, postura obstinada e pouco democrática, nunca encarando o diálogo com o PSD de forma séria e com compromisso.
Assim, face à incapacidade do executivo em chegar a um acordo que efetivasse alterações nas Grandes Opções do Plano e do Orçamento em vez de uma mera carta de intenções, e uma vez que este executivo, liderado por Augusto Barros, faz constantemente “ouvidos de mercador” às deliberações da Assembleia de Freguesia, o PSD viu-se forçado a manter a sua postura de seriedade e coerência: não aprovar os documentos.
Dizia Albert Einstein que “Insanidade é continuar a fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.”
E foi precisamente isto que se passou: o Presidente Augusto Barros voltou 4 meses depois a apresentar documentos essencialmente idênticos àqueles que já haviam sido reprovados, esperando uma votação diferente.

Os Vogais do PSD  da Assembleia da União de Freguesias
de São João Baptista e Santa Maria dos Olivais

segunda-feira, 21 de março de 2016

A mentira dos 6 milhões para Tomar



Foi com grande estupefacção que me deparei com um artigo da edição da semana passada, em que dava a entender que já estarão garantidos 6 milhões de euros para Tomar. 


E a minha incredulidade aumentava à medida que me apercebia de como com um par de palavras se tenta enganar um povo.


Pois bem, grande parte dos tais projectos nunca se ouviram falar e muito menos foram apresentados nos órgãos devidos, nomeadamente, junto da vereação ou da Assembleia Municipal. Alguns até já sabemos que foram recusados, tal como a "requalificação do espaço público do Flecheiro" e a "valorização dos vestígios da ocupação romana de Tomar", restando os tais investimentos de entidades privadas e publicas, que não estão patentes em lado nenhum e que, a serem verdade, já teriam preenchido todas as manchetes dos jornais locais. Aliás, não esqueçamos que alguns, amplamente noticiados, sabemos agora que não tiveram qualquer andamento, nem forma de concretização. 


A ausência de explicações da Senhora Presidente sobre o chumbo dos projectos, só me leva a concluir que o Município de Tomar, não terá entendido quais os reais objectivos do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), apresentando "projectos"  que não tinham viabilidade, por falta de enquadramento. Isso serve agora para dizer que não fazem, porque não há financiamento. Caso este meu entendimento esteja errado é tempo de a senhora Presidente finalmente explicar a fundamentação do chumbo desses projectos.  


Seria muito interessante também que a Sra. Presidente mostrasse esses projectos à população, para que pudéssemos ter conhecimento do que foi apresentado.     


Finalmente, e para acentuar a revolta, ainda nos deparamos com as notícias de que a Câmara de Abrantes comunicou a aprovação de que receberá 6 milhões de euros para reabilitação urbana, que Torres Novas terá 5 milhões de euros de fundos comunitários para regeneração urbana associadas a comunidades desfavorecidas e outros 5 milhões de euros para consolidação das barreiras na encosta de Santa Margarida em Santarém.


Mas não deixa de ser caricato que a palavra mais repetida no artigo seja "aguardando", pois iremos continuar a aguardar que esta coligação decida ser transparente e comece a trabalhar em prol de Tomar. 





Beatriz Schulz, vogal da c.p. do PSD de Tomar

sexta-feira, 11 de março de 2016

Declarações ao Jornal Cidade de Tomar‏ do recem reeleito Presidente da Comissão Politica do PSD/Tomar João Tenreiro

Foi mais uma das mentiras da propaganda desta governação. É lamentável que se tenha usado um problema tão sensível como o Flecheiro, apenas e só para angariar votos e enganar a população. Quando a senhora presidente começou a ser confrontada por nós, relativamente à solução que apresentaria em 100 dias, a mesma votou-se ao silêncio e não deu qualquer resposta. Mais tarde, no final de 2014 e para nossa surpresa, vem dizer que o problema do flecheiro passava pela construção dum “Parque Nómada”, não se tendo concretizado, em que medida, e onde é que fundos existiam para essa construção? Apesar da nossa insistência, nunca deu qualquer resposta. E agora vem dizer que não existem fundos para tal. Não tenho qualquer pejo em dizer que a presidente Anabela Freitas andou neste tempo a faltar descaradamente à verdade a todos os tomarenses, pois a mesma já sabia que os Fundos Comunitários para esta tipologia de intervenções, nunca existiram. Basta fazer uma leitura das brochuras dos diversos Programas Operacionais que foram apresentados há mais de um ano e fazemos logo essa verificação.
Uma promessa para 100 dias. E agora culpa-se quem? Bem sei que podem dizer que o PSD esteve lá e nunca resolveu o problema do Flecheiro...Mas....quem é que prometeu, em plena campanha eleitoral, que em 100 dias apresentava uma solução para aquele local? Certamente que não foi o PSD, mas sim a atual governação. A demagogia e as falsas promessas não podem ser esquecidas e esta governação terá de ser julgada em 2017, pois não podemos pactuar com constantes mentiras e falta de estratégia para o concelho de Tomar.
Esta situação é lastimável, pois essencialmente é Tomar e os Tomarenses que mais uma vez ficam a perder com este tipo de retórica.

João Tenreiro, vereador e presidente do PSD/Tomar; in Jornal Cidade de Tomar, edição de 11/03/2016.

terça-feira, 8 de março de 2016

João Tenreiro reeleito Presidente do PSD Tomar


Realizaram-se no passado sábado, dia 5 de março, eleições para os órgãos concelhios do PSD Tomar.
A candidatura ’Vencer Tomar, Ganhar 2017’ reuniu um consenso alargado. Não só se apresentou como lista única a estas eleições, mas conquistou também 93% dos votos dos militantes.
João Tenreiro foi eleito Presidente da Comissão Política de Secção do PSD de Tomar para mais um mandato. José Delgado foi também reeleito como Presidente da Mesa da Assembleia.
As eleições autárquicas de 2017 são a prioridade para a Comissão Política do PSD Tomar. O concelho necessita urgentemente de reconquistar a sua credibilidade e o respeito de todos.
Através de uma política de proximidade, da auscultação dos cidadãos, das instituições e das empresas o PSD Tomar preparará um projeto sério, capaz de promover o desenvolvimento económico e social do nosso concelho, e merecedor da confiança dos tomarenses.

A equipa do PSD Tomar sai assim reforçada deste ato eleitoral, comprometendo-se a continuar o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Apresentação das Listas aos órgãos concelhios, distritais e delegados ao Congresso Nacional do PSD


Apresentamos as listas que hoje foram entregues, concorrentes aos órgãos concelhios, distritais e delegados ao Congresso Nacional do PSD, nas eleições que se realizam no próximo sábado, dia 5 de Março, entre as 14 e as 20 horas.
Tendo como lema "Vencer Tomar, Ganhar 2017", esta equipa irá continuar com as ações que tem vindo a realizar e que possam contribuir decisivamente para o desenvolvimento do concelho de Tomar.
Ganhar as eleições autárquicas em 2017 será o principal objectivo desta candidatura, pelo que é necessário continuar com o trabalho de auscultação e evasão da sociedade civil e no desenvolvimento de uma politica de proximidade junto dos cidadãos.
Tomar necessita de voltar a ter a credibilidade e o respeito de todos, devendo ser promovido o desenvolvimento económico e social do concelho e não se limitar a meras operações de “cosmética” e anúncios de propaganda, que na prática não têm trazido qualquer benefício, inovação ou mais valia para Tomar, como tem sido aliás timbre desta governação PS/CDU.


Vamos ganhar Tomar, vamos "agarrar" 2017.

Com os melhores cumprimentos

O Presidente da lista concorrente à Comissão Política

João Tenreiro




COMISSÃO POLÍTICA DE SECÇÃO

Presidente - João Miguel da Silva Miragaia Tenreiro
Vice-Presidente - Ricardo Manuel dos Santos Lopes
Vice-Presidente - Francisco Lopes Madureira Salgueiro
Secretário-Geral - Tiago Manuel Henriques Carrão
Tesoureiro -
Hélder Manuel Neves Marques Santos

Vogal -
António Manuel Baptista Gonçalves Jorge

Vogal - 
Alexandre Gabriel Mateus Horta
Vogal - 
Carlos Sérgio da Costa Pereira
Vogal - 
Casimiro Mateus Fernandes Serra
Vogal - I
sabel Maria Nogueira Fernandes Boavida
Vogal - João Miguel Alcobio Curvacho
Vogal - Maria Beatriz Schulz Nunes
Vogal - 
Rosa Maria Conceição Freitas Santos
Suplente - 
Augusto Marques Lopes
Suplente - 
António Pedro Patrício Costa
Suplente - Nuno Miguel Magalhães Ferreira
Suplente - Maria Fernanda do Pranto Correia
Suplente - José Jesus Cristóvão
Suplente - Joana Isabel Pinto Coelho
Suplente - 
Mário Matos dos Santos
Suplente - Guilherme Nuno Madeira e Silva
Suplente - Sandra Margarida da Silva Reis
Suplente - Ricardo José Simões Marques



MESA DA ASSEMBLEIA DE SECÇÃO

Presidente - José Manuel Mendes Delgado
Vice-Presidente - António Augusto Brito Costa
Secretário - Jorge Filipe Martinho Rosa
Suplente -
Teresa de Jesus Inácio António Patrício



COORDENAÇÃO DOS TSD

Júlio Manuel Nunes Joaquim



MANDATÁRIO

António Gabriel Cupertino Marques



DELEGADOS AO 36º CONGRESSO NACIONAL DO PSD

João Miguel da Silva Miragaia Tenreiro
José Manuel Mendes Delgado
Francisco Lopes Madureira Salgueiro



DELEGADOS À ASSEMBLEIA DISTRITAL DO PSD DE SANTARÉM

Luís Filipe Gonçalves Boavida
José Manuel Mendes Delgado
Ricardo Manuel dos Santos Lopes
António Manuel Baptista Gonçalves Jorge
Alexandre Gabriel Mateus Horta
Maria Beatriz Schulz Nunes
Rui Samuel Martins de Alferes Gomes
Casimiro Mateus Fernandes Serra
Rosa Maria Conceição Freitas



ÓRGÃOS DISTRITAIS DO PSD

Francisco Lopes Madureira Salgueiro - Comissão Política Distrital | Vogal
José Manuel Mendes Delgado - Comissão Política Distrital | Suplente
Carlos Sérgio da Costa Pereira - Mesa da Assembleia Distrital | Vice-Presidente
António Manuel Lourenço dos Santos - Conselho de Jurisdição Distrital | Vice-Presidente
Paulo José da Silva Faria - Comissão Distrital de Auditoria Financeira | Relator








quarta-feira, 2 de março de 2016

Intervenção no PAOD da Assembleia Municipal de Tomar do deputado Tiago Carrão




Completámos metade deste mandato autárquico e o balanço é francamente negativo face às promessas eleitorais e às expectativas criadas.
Não sou eu que o digo. É um sentimento hoje generalizado nos tomarenses.
Vivem da comunicação, onde são muito eficazes, reconheço isso. Anunciam o que se vai fazer, daí por meses ou até anos, e pronto, é como se já estivesse feito.
Infelizmente, a realidade é bem diferente, com prejuízo claro para Tomar e para o dia-a-dia de todos os tomarenses.
Mas este não é defeito do PS de Tomar. É mesmo feitio da governação socialista. Basta ver o que se passa a nível nacional.
Ainda agora começaram a governar o nosso país e já estão em campanha eleitoral para as próximas eleições.
Como as eleições até podem vir mais cedo do que se pensa, que isto das coligações de esquerda não se sabe bem o dia de amanhã, tudo fazem para ganhar votos, dando o que têm e o que não têm. E Portugal? Portugal logo se vê.
Mas, voltemos a Tomar, que é por isso que aqui estamos.
O que ninguém esperava era termos um mandato de maquilhagem e artifícios.
Já estava mais do que na hora de começarem a cumprir algumas das promessas eleitorais e intenções anunciadas.
E nem é preciso muito esforço para nos recordarmos de alguns dos vários falhanços desta governação.
À Zona Industrial mudaram-lhe o nome para Parque Empresarial. Resultado prático? Zero! Quantas novas empresas se instalaram lá nos últimos dois anos?
A Governação socialista para quem “pagar a tempo e horas era uma prioridade”, é hoje um dos piores pagadores a nível nacional!
E o Plano Diretor Municipal que, se bem me recordo, faz agora 2 anos que o então Vice-Presidente apresentou em reunião de câmara um calendário para a revisão do PDM no prazo de seis meses. Bom os seis meses já lá vão. E mais seis, e mais seis, e mais seis! E o PDM? Nada!
Podia até falar do Mercado Municipal, mas temos um deputado municipal na bancada do Partido Socialista com tanta vontade de falar sobre o mesmo que deixarei que o faça.
E o turismo?! Sempre pensei que, independentemente da cor partidária, todos considerássemos que este é um setor estratégico para Tomar. Mas, quer-me parecer que o Partido Socialista não partilha desta opinião.
Ou já nos esquecemos que uma das primeiras medidas que tomaram foi acabar com o Festival das Estátuas Vivas? Um evento que trazia milhares e milhares de pessoas à nossa cidade, com projeção nacional e um grande impacto no comércio local.
E agora, em vez de preparar uma estratégia para o turismo fazem o oposto, em vez de se distribuírem os grandes eventos ao longo do ano, concentram tudo no Verão, como é o caso da Festa Templária.
Outro exemplo disso é o Agroal. Há 2 anos a Sra. Presidente dizia querer o Agroal mais atrativo. Estamos a chegar a outro verão e as condições são as mesmas.
E já que falamos de estratégia... Qual é mesmo a estratégia cultural e desportiva para Tomar? Assuntos tão caros a alguns vereadores.
Mas não ficam por aqui!
Tomar continua a aparecer na comunicação social regional e nacional pelas piores razões.
E não falo das “novelas” no seio do executivo camarário, do gabinete da presidência ou da mudança dos dirigentes municipais.
Falo sim do prazo médio de pagamento, a Câmara Municipal de Tomar demora quase um ano a pagar às empresas!
Falo sim, da falta de transparência da Câmara Municipal de Tomar, e exemplo disso é o que se passa com os acordos de execução com as juntas de freguesia. Não é por acaso que cada vez afundamos mais no índice de transparência municipal!
Falo sim, do não cumprimento da lei dos compromissos, estamos entre as 26 autarquias incumpridoras da legislação dos fundos disponíveis.
Trocando por miúdos, a Câmara Municipal de Tomar gasta mais do que tem!
Falo sim, do Orçamento Participativo e da enorme trapalhada à volta deste assunto.
Já vamos na segunda edição e sem conhecer um regulamento para o Orçamento Participativo.
E depois tivemos este volte face no processo de votação, que mais não é do que o total desrespeito pelos Tomarenses que votaram e têm, ou tinham, vontade de participar.
Não deixa de ser irónico assistirmos a esta trapalhada toda depois do Município ter candidatado o Orçamento Participativo ao Prémio de Boas Práticas de Participação!
Dir-me-ão, que algumas das coisas que referi deveriam ter sido feitas ou evitadas no passado, e até o aceito, mas não foi pela mudança que se candidataram? Não foi para serem diferentes que ganharam as eleições?
E, se alguma esperança havia para o resto de tempo que falta, com a divulgação de novos projetos e diversas obras, rapidamente se desvaneceu com o anúncio estranho e fora de tempo da recandidatura da Srª. Presidente da Câmara Municipal!
É que, a partir de agora, cada vez que a Sra. Presidente estiver nas freguesias, nas associações e em eventos, não será mais vista como Presidente de Câmara, mas como a candidata Anabela Freitas.
E isso, todos sabemos, é muito mau para o desempenho das funções autárquicas.
Porquê perguntarão alguns de vós?
Porque daqui para a frente ficaremos sempre na dúvida. Qual é realmente o seu interesse? O Município ou as eleições de 2017?
Tomar merece mais e melhor!



Tiago Carrão, Deputado Municipal do PSD

Intervenção na Assembleia Municipal, 26/02/2016